Square volta a premiar jovens arquitectos

/images/textoimagens/fullsize/1784.jpgNuno Miguel Brás e Marco Alexandre da Silva foram os vencedores do Prémio Arquitectar, concurso organizado pela Square Imobiliária, que teve como objectivo o desenvolvimento de uma moradia unifamiliar, recorrendo a energias renováveis.

"Não estávamos nada à espera de ganhar. Dos 80 projectos foram escolhidos 10 para a 2.ª fase. Os trabalhos eram todos muito bons. Na altura, já tínhamos ficado contentes por passar à 2.ª fase. Começámos o projecto em finais de Julho e levámos um mês à procurar informação, a escolher o terreno (que tinha de ser em Portugal) e quais as mais valias do território. Entregámos o trabalho no princípio de Setembro", disse Nuno Miguel Brás, um dos vencedores do Prémio Arquitectar, à Negócios & Franchising.

Fez ainda saber que este é o 7.º ou 8.º concurso em que a dupla participa. "Trabalhamos em ateliê, éramos da mesma turma na faculdade e desde então participámos em vários concursos. Gostamos de abordá-los de uma forma experimental que nos permite propor, investigar, dar uso a uma vertente criativa e também agarrar algumas oportunidades", explicou Nuno Miguel Brás.

A Square é uma rede de mediação imobiliária de capitais de nacionis e com 35 agências. A marca lançou em 2007 o Prémio Arquitectar, um projecto que visa promover jovens talentos da aquitectura portuguesa. A edição do Arquitectar 09 teve apenas uma categoria -  "Moradia Unifamiliar com vista rio ou mar e com recurso à utilização de energias renováveis". Nesta edição foram apresentados 80 projectos.

 "A sustentabilidade na arquitectura foi o ponto de partida do desafio criativo desta edição do Arquitectar. Durante a fase de candidatura, constatámos que a adesão estava muito acima das nossas projecções, e os projectos apresentavam, na generalidade, um elevado grau de envolvimento com a temática", explicou João Cunha, administrador da Square Imobiliária, à Negócios & Franchising.

Quais os requisitos básicos para participar? Ter uma licenciatura em arquitectura e estar inscrito na Ordem dos Arquitectos. "Penso que é notória uma forte vontade de adaptação da criatividade arquitectónica à sustentabilidade. A utilização de recursos a energias renováveis revelou-se uma fonte de inspiração interessante para muitas das propostas", disse João Cunha.

"Todo o conceito da casa é gerado a partir de uma ideia de sustentabilidade, a casa é em si a expressão de uma tecnologia solar passiva. A escolha da paisagem/lugar - o Douro vinhateiro, como lugar onde o homem interveio com arte e engenho é reutilizado com uma função habitacional em que a casa se incorpora nos socalcos e nas videiras de forma quase camaleónica, recriando-se sem ferir a paisagem, gerando pela inteligente disposição dos corpos o aproveitamento de todas as potencialidades naturais no que se refere a uma solução optimizada do ponto de vista da sustentabilidade. Acresce o enquadramento paisagístico e a boa funcionalidade dos espaços internos e externos", apreciou o júri acerca do projecto vencedor.

O júri desta edição foi composto por João Luís Ferreira (Promotório Arquitectos), Jorge Graça Costa (Arquitectura Sustentável), Lívia Tirone (Tirone Nunes, Act. Imobiliárias SA), Luís Santiago Batista (revista arq|a) e Selvim Wever (Home Energy). Os projectos de Sofia Almeida Raposo e da dupla Ângela Frias e Gonçalo Dias foram distinguidos com Menção Honrosa.




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