Portugal foi nomeado pelo International Herald Tribune como o País número um da Europa para investir, de forma segura, em imobiliário.
O artigo, publicado naquela que é uma edição global do The New York Times e do Washington Post impressa em 35 países, estabelece uma comparação entre a realidade portuguesa e a de outros países europeus, nomeadamente Espanha, onde certos produtos estão ainda a sofrer os efeitos da crise no sector.
De acordo com os especialistas do jornal, em Portugal os preços estão estabilizados (nomeadamente no Sul do país e em zonas centrais como Vale do Lobo ou Quinta do Lago), podendo subir entre 3 a 5% sobretudo nos locais com maior procura.
"É notório, numa perspectiva global, que o investimento estrangeiro teve uma redução significativa nos últimos tempos, quer para a habitação, quer para investimento. No entanto, o impacto negativo incidiu em particular no Algarve. Ou seja, as outras regiões do País não sofreram tanto o impacto da contracção económica. De um modo geral, há que tomar em consideração que existe hoje um fenómeno de procura um pouco diferente daquele que caracterizou o mercado imobiliário nos últimos anos. À semelhança de quase todos os actos de consumo/compra, o cliente está hoje bastante mais sensível para o chamado 'good value for money', ou seja, sustenta bastante mais as suas decisões com base no valor real de mercado do bem no curto-prazo", revela João Cunha, administrador da Square Imobiliária, ao Jornal do Franchising.
"A principal conclusão que se retira é que Portugal volta a estar na moda e na ordem do dia, o que muito satisfaz a associação que presido. Tanto os britânicos como os irlandeses voltam a manifestar interesse nos investimentos imobiliários fora de portas, regressando aos mercados que mais confiança lhes merecem, entre os quais, o mercado português.", explica Luís Carvalho, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
"O facto de Portugal ser um dos melhores destinos para o investimento imobiliário é para nós inequívoco. Há vários factores que contribuem para esta realidade como o clima, as condições naturais, infra-estruturas, segurança, entre outros. Portugal não esteve muito exposto à crise económica mundial e à especulação desmedida dos preços no imobiliário, que provocaram noutros mercados uma bolha neste sector. Na Century 21 temos sentido uma grande procura por parte de compradores estrangeiros. Ao contrário da tendência que sentimos em anos anteriores, em que eram maioritariamente ingleses e irlandeses que procuravam investir no sector imobiliário, no nosso País, durante o ano de 2009 foram os investidores franceses e os naturais de outros países do norte da Europa que mais nos procuraram", explica o administrador Ricardo Sousa ao Jornal do Franchising.
Segundo o presidente da APEMIP, "os empreendedores e investidores desta internacionalização não são os especuladores mas quem aposta em investimentos seguros e estáveis, gente que dá mais garantias de que os respectivos investimentos se transformem num impulso de crescimento do sector."