Energias Renováveis: O futuro é do ambiente
As energias renováveis estão na ordem do dia. A União Europeia investe fortemente em projectos desta natureza e as empresas têm vindo a responder. Um negócio com um enorme potencial de crescimento à medida que as preocupações ambientais tomam cada vez mais conta da agenda política internacional. Conheça aqui o que é necessário para iniciar um projecto neste sector, quais as fontes de financiamento e que empresas em franchising estão na linha da frente nas energias renováveis.
O investimento global em energias renováveis está em crescimento acelerado. Entre 2004 e 2008 passou de pouco mais de 20 mil milhões para 120 mil milhões de dólares, de acordo com o relatório Renewables Global Status Report 2009 da REN21. São valores que não deixam margem para dúvidas: as energias renováveis vieram para ficar. E, com elas, todo um potencial de negócio a explorar.
Até 2020, a União Europeia define que 20% do consumo final bruto de energia deverá advir de fontes renováveis. Uma questão que deverá vir acompanhada também de uma melhoria da eficiência energética.
Franchising acompanha mercado
No que toca às energias renováveis, a eólica é a que tem um mercado mais cimentado. O crescimento foi de 30% em 2008. Em Portugal representa 12% do total da electricidade consumida. Em capacidade instalada, o nosso País aparece em décimo lugar à escala global (2.862 MW em finais de 2008). Prevê-se que esse valor continue a aumentar. Os objectivos indicam que, em 2010, deverá atingir os 5.300 MW e, até 2020, 8.500 MW.
A energia solar está menos desenvolvida, mas com uma evolução acelerada. Em 2008, cresceu 68%. No nosso País é uma energia com uma capacidade elevada por conquistar. Portugal é um dos países mais ricos da Europa em exposição solar e com uma capacidade elevada de geração de electricidade.
Nas empresas a trabalhar em franchising este é um potencial que começa a ser percebido. Por isso, não é de estranhar que surjam cada vez mais redes a operar neste sector de actividade. É o caso da Netea – Natural Energy. Foi criada em 2008 para a instalação de equipamentos de energia fotovoltaica – microgeração (produção de electricidade para posterior venda à rede pública) e auto-consumo. Tem uma unidade própria e uma franchisada. A opção de expansão através do franchising surge numa perspectiva de economia de escala e de proximidade com o mercado. “Nesta área de actividade é preciso peso nacional para ter um negócio competitivo. Obter volume e economias de escala. E, também, o contacto com o cliente. Um negócio destes obriga à proximidade com o consumidor”, considera o responsável da marca, José Alves. Por ter uma visão semelhante, também a Solar Project expande em franchising o seu conceito assente na energia solar. A marca foi apresentada em 2008 e totaliza agora 12 unidades franchisadas. Nos seus espaços os clientes encontram serviços de produção de electricidade para consumo próprio, microgeração e produtos acessórios para poupança/racionalização do consumo energético. Com o franchising veio a tentativa de acabar com aquilo que o director comercial da marca chama de uma oferta “dispersa e fragmentada” que existia no sector. “Estamos a disponibilizar produtos de alto valor em que a abordagem ao cliente tem de ser diferente e obriga à criação de uma relação de empatia e de proximidade”, constata ainda Paulo Luz. Cabe ao franchisado essa tarefa comercial, de contacto com o cliente e prospecção de um mercado que à partida já conhece bem. O mesmo papel desempenha o franchisado da Netea.
Postura diferente assume a Verde Solar. A empresa trabalha em todas as vertentes das energias renováveis – eólica, hídrica, biomassa, solar, são apenas algumas. Se, numa primeira fase de expansão, o franchisado deveria actuar em todas estas áreas, agora optaram por restringir o trabalho do parceiro de negócio à energia fotovoltaica. “É a que tem mais potencial e mais facilidade”, explica o sócio-gerente, Pedro Lima. Considera que o franchising é a melhor forma de alavancar esta actividade. Mas, ressalva, “quem entra no negócio tem de perceber que vai ter de investir bastante, formar-se, dedicar-se e aprender muito”. Aqui o franchisado não tem apenas um papel comercial. É responsável pela execução dos trabalhos técnicos. Por isso, exigem-lhe formação técnica ou a criação de uma equipa técnica na sua unidade.
As metas para as energias renováveis
Em 2003 o Governo português tinha definido as metas para as energias renováveis. Essas metas foram revistas e são agora mais ambiciosas no que inicialmente previstas. Têm como horizonte 2010 e o intuito de contribuir “para a redução das importações de combustíveis, para o aumento da segurança do abastecimento energético e para a criação de riquezas em zonas economicamente deprimidas”, lê-se no site do Ministério da Economia e Inovação.
- Energia Eólica – produção de 5 300 MW
- Biocombustíveis utilizados nos transportes – 10% (antecipação em dez anos dos objectivos europeus)
- Energia Hídrica – 5 575 MW de capacidade instalada hídrica
- Biomassa – 250 MW (aumento de 67% em relação ao previsto em 2003);
- Energia Solar – 150 MW. Construção da maior central fotovoltaica do mundo, em Moura.
- Ondas – aumentar capacidade instalada em 200 MW
- Biogás – 100 MW de potência instalada em unidades de tratamento anaeróbico de resíduos
- Microgeração – instalação de 50 mil sistemas, com incentivo à instalação de água quente solar
FONTE: Negócios & Franchising Janeiro-Fevereiro 2010
Voltar atrás
Parceiros infofranchising: